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ANÁLISE DA PANDEMIA EM NOVA FRIBURGO

ANÁLISE DA PANDEMIA EM NOVA FRIBURGO

O que se espera é uma diminuição do contágio nos próximos dias

Publicado em 16/04/2021

A partir de dados que podem ser analisados através do Painel COVID ACIANF, pode-se notar que em Nova Friburgo, a média móvel de 7 dias de novos casos reduziu de 153 na sexta passada para 120 nesta sexta. Os óbitos, por outro lado, cresceram bastante. De 3.5 óbitos por dia na sexta passada para 6.7 nessa sexta. Isso influencia o cálculo da letalidade impactando na próxima bandeira.

Mas a redução de casos pode significar uma tendência, repetindo o padrão observado em outras cidades como Manaus e Rio de Janeiro, aonde a terceira onda provocada supostamente pela variante da cepa do Amazonas e outras novas cepas (P2 e N9 por exemplo). Nesse padrão as taxas de transmissão se elevaram enormemente durante 3 a 4 semanas e depois naturalmente iniciou uma desaceleração. Pode ser então que finalmente tenhamos entrado na descendente da curva e teremos uma melhora nas próximas semanas.

Esperamos que seja isso mesmo.

Porém, a redução de casos não tem efeito imediato na desocupação de leitos. Isso começa a ocorrer somente em torno da quarta semana após a redução.

Acompanharemos as próximas semanas para ver se realmente entraremos em uma tendência de melhora no panorama e assim poderíamos entrar em bandeira vermelha na semana que vem ou, ao mais tardar, na outra. Adicionalmente, caso se confirmem as tendências acima, a bandeira laranja ocorreria em torno de quatro semanas. Obviamente que diversos fatores influenciam a velocidade de crescimento da epidemia e podem influenciar negativamente ou positivamente essas projeções meramente matemáticas.

Ressalta-se por fim que preocupa muito o aumento dos óbitos porque não há clareza ainda sobre as razões desse aumento tão expressivo. Isso deve ser analisado em detalhes pela área médica dos hospitais para determinar as causas desse aumento que notoriamente tem crescido em uma população mais jovem. A profilaxia utilizada, os procedimentos médicos, condições de internação hospitalar, o estado de agravamento do paciente no primeiro atendimento e outros fatores médicos e farmacêuticos devem ser investigados para a determinação das causas e a implementação de ações para controle do crescimento de óbitos.


Análise realizada no dia 16 de abril de 2021, por Rafael Spinelli - engenheiro mecânico, estatístico e consultor da ACIANF.

Ressaltamos que a projeção aqui apresentada é baseada em números apresentados nas últimas semanas. Trata-se apenas de uma tendência e expectativa e não de uma afirmação.

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