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Mapeamento da disseminação do Coronavírus

Mapeamento da disseminação do Coronavírus

Estudo traz dados de onde está a maior possibilidade de contágio

Publicado em 24/04/2021

Na tarde desta sexta-feira, 23, o presidente da ACIANF, Júlio Cordeiro, e o diretor executivo da entidade, Roosevelt Concy, reuniram-se de forma online com 3 pesquisadores e professores do Instituto de Física da Universidade Federal de Alagoas, Krerley Oliveira, Sérgio Lira e também com Tiago Pereira, do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria da Universidade de São Paulo (USP). Estavam presentes também o consultor da ACIANF, Rafael Spinelli, a supervisora de comunicação da ACIANF, Anne Marjie e o estagiário da entidade, Victor Schotte.

O objetivo da reunião foi conhecer mais profundamente o estudo realizado na cidade de Maragogi, litoral de Alagoas, para mapear o contágio do Coronavírus.

O professor Tiago Pereira (USP) explicou que o estudo surgiu com base no interesse em entender de que forma uma feira ao ar livre influenciava a dinâmica de disseminação do Coronavírus. A partir disso, foram coletados dados de bancos como o cadastro do Bolsa Família e do Censo Escolar para embasar um mapeamento mais criterioso de quais são as relações sociais entre os indivíduos em Maragogi (AL), para que fosse possível criar um mapa de interações. Foi criado um algoritmo que calcula a probabilidade de infecção e usadas imagens de drones para examinar o fluxo de pessoas na cidade.

Constatou-se que 70% das infecções acontecem em casa com um familiar que é infectado pelo coronavírus e passa aos demais membros da família, a segunda maior fonte de infecção de covid-19 são unidades hospitalares seguido de supermercados em terceiro lugar. Tiago Pereira (USP) disse ainda, que vacinar pessoas que fazem parte dos serviços essenciais tem um impacto maior de evitar a disseminação do que vacinar idosos, e que o poder público precisa focar em uma agenda ativa e não reativa.

Foi discutida, na ocasião, a possibilidade de implantar um sistema de captação de dados e rastreamento de casos num bairro de Nova Friburgo. Krerley Oliveira (UFAL) informou que essa possibilidade existe, mas que exige apoio também do poder público, assim como uma capacitação dos funcionários da saúde da rede pública de saúde (que já possuem diversos sistemas para se alimentar). Sergio Lira (UFAL) colocou a equipe do estudo à disposição para prestar o serviço de qualificação do pessoal.

Foi debatida também a possibilidade de se implantar um sistema de rastreamento digital de casos dentro das empresas, o que seria até mais viável que a captação de dados num bairro, por exemplo. Esse pode ser o primeiro passo em Nova Friburgo, para, no futuro, pensar na captação de dados em um bairro e até mesmo em todo o município.

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