As modernas instalações da Cervejaria Buzzi ocupam um prédio de cerca de 300 metros quadrados, na zona rural de Santa Maria Madalena, Região Serrana, no centro-norte do Estado do Rio de Janeiro. Em meio a uma propriedade ambientalmente sustentável, onde se situa a “RPPN Fazenda Minas Gerais” (Reserva Particular do Patrimônio Natural), recentemente homologada pelo Governo do Estado.
Os cervejeiros têm orgulho da sua água, colhida na mata, nas margens da RPPN e canalizada a partir da fonte sem qualquer contato com o ar ou meio potencialmente contaminante. A água é límpida, com composição e ph ideais, não exigindo qualquer correção ou “ajuste”. E, como representa 95% da cerveja, não se pode negar que é um diferencial.
Somando-se à água, são usados ingredientes importados: o malte (de cevada e trigo) vem da Alemanha e da Bélgica. Também da Alemanha e dos Estados Unidos vêm a maioria dos lúpulos utilizados, assim como as leveduras. Em regra, segue-se a Lei da Pureza Alemã, que só admite a utilização de água, malte, lúpulo e fermento. A única exceção é a cerveja Rumbier, exclusividade da marca, da qual falaremos adiante.
A produção gira em torno de 20.000 litros mês, possivelmente deve aumentar, mas não ao ponto de comprometer a qualidade da Cerveja como um produto artesanal.
Diferenciais
Os cervejeiros da Buzzi se orgulham da sua água, da utilização de ingredientes importados de alta qualidade e da não utilização qualquer corante ou conservante. Mas outras características diferenciam as Buzzis das demais;
Primeiramente os sócios decidiram por não pasteurizar a cerveja. Isto, representa um prazo de validade um pouco menor, mas, em compensação o fato de a cerveja ser “crua” e “viva” lhe dá uma leveza que surpreende. Giovani constuma fazer uma comparação: “experimente um suco de laranja de caixinha e um feito na hora, espremendo a laranja. Vai descobrir a diferença da cerveja pasteurizada para a nossa”. Nada contra a pasteurização, mas, no momento, a leveza tem prioridade sobre a longevidade.